quinta-feira, 13 de maio de 2021

ABERTURA DE EXPOSIÇÕES | 22 de Maio, Sábado, 16h00 | "Who Am I? Who Are You?" de Cristina Ataíde | "Arquivo Botânico" de Bruno Côrte

 



Cristina Ataíde 

www.cristinataide.com



Nasceu em Viseu. Vive e trabalha em Lisboa. Licenciada em Escultura pela ESBAL, Lisboa. 

Foi diretora de produção de Escultura e Design da Madein, Alenquer de 1987 a 1996 que fundou juntamente com José Pedro Croft, António Campos Rosado e João Taborda e onde trabalhou com Anish Kapoor, Michelangelo Pistolleto, Matt Mullican, Miguel Branco, Jorge Martins, entre muitos outros artistas.

A sua obra é feita muitas vezes em viagem e as preocupações com natureza e sua preservação é uma das constantes do seu trabalho e pesquisa. A estética relacional está cada vez mais presente nas suas intervenções publicas.

Faz regularmente residências artísticas, pois é uma forma de conhecer, relacionar-se e interagir com os lugares e as comunidades onde se realizam. Em 2019 participou na Residência LabVerde, na floresta Amazónica e no Projeto RIZOMA na Andrea Rehder Arte Contemporânea em São Paulo; em 2017 Ethiopia Walkscapes, Hangar Residency na Ethiopia e em 2014 na Winter Workspace Program, Glyndor Gallery, Wave Hill / Bronx, New York, USA.

Atualmente, tem a exposição individual, Dar corpo ao vazio/Emboding the void com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues no Museu Coleção Berardo, CCB, Lisboa e no Museu de História Natural e Ciência de Lisboa, participa na exposição Sexualidade.

Este ano também expôs, Cartografias Afetivas com curadoria de Cassiana Der Haroutiounian na Andrea Rehder- Arte Contemporânea em São Paulo e Todo y Sólo Luz/ All and only Light com a comissária Mª Antónia de Castro no Centro de Arte Faro de Cabo Mayor, Santander.










Bruno Côrte

www.brunocorte.pt



Na exposição Arquivo botânico, o artista Bruno Côrte convida a um passeio na memória da natureza. A natureza é o mundo dele. Sempre o foi, desde a sua infância na Ilha da Madeira. 

O artista observa as plantas. Regista-as em monotipias, leves e amplas como paisagens. 

Da imensidão da vegetação recolhe fragmentos vivos. Constrói um arquivo onde guarda a memória das plantas e das flores. Depois de se apoderar dos elementos naturais, abre a mão. Deixa a vida seguir o seu curso natural. No diálogo entre os vários tipos de registo expande-se a memória.


Lut Caenen

Excerto do texto do catálogo





Com formação em pintura e ilustração na Universidade da Madeira e na AR.CO, respectivamente, começou a expor em 1998. Em 2001 vence o primeiro prémio do II Concurso Regional de artes Plásticas, na Casa das Mudas, Ilha da Madeira com Landscape Study e em 2003 vence o segundo prémio no mesmo concurso com duas fotografias de grande formato. Foi seleccionado em 2003 para o III Prémio de Escultura City Desk, no Centro Cultural de Cascais, onde apresentou a peça Guarda-Folhas. Em 2008 vence uma bolsa de viagem ao Japão atribuída pela Bienal de Cerveira de modo a prosseguir com um projecto de pesquisa em torno da paisagem, um tema que tem vindo a ser pesquisado e explorado de diversas formas, quer na pintura, instalação e mais recentemente com a fotografia. A utilização de espaços fechados para a realização de plantações e uma evidente reinterpretação da natureza têm sido aspectos relevantes no seu trabalho, onde se destaca Landscape Room, no Teatro Municipal, Funchal,  2002 e Private Underground, no Museu de Arte Contemporânea, Funchal, 2003. A apropriação e posterior utilização e acumulação de diversos elementos da natureza, tais como folhas, flores, ramos de árvores e plantas tem sido outra predominância, por vezes associados a objectos de jardinagem, Me and my nature, na Casa da Cultura de Santa Cruz, 2002; Sementes e outras naturezas, na Galeria Serpente, Porto, 2004; Chlorophyll Room, no Museu de Arte Contemporânea, Funchal, 2007; Paisagem, Galeria Trema, Lisboa, 2011, onde cobriu três paredes da galeria com flores ou Estudos para paisagem na Galeria dos Prazeres em 2013 são exemplos. Neste momento a sua pesquisa artística incide principalmente na gravura e fotografia. Uma nova abordagem da paisagem tem marcado o seu trabalho. A analogia entre o homem, a natureza e o próprio artista, assim como uma nova interpretação e disposição do tempo natural das estações do ano, das intempéries e do crescimento das plantas são alguns critérios a destacar nesta observação, in loco ou à distância, metódica e quase minimalista. Expõe regularmente na Galeria Serpente, no Porto.










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