terça-feira, 7 de setembro de 2021

ABERTURA DE EXPOSIÇÕES | 11 DE SETEMBRO | 16.00 - 20.00 NA GALERIA DIFERENÇA

 

Em Voo Duplo observamos o resultado e os vestígios de mais de um mês de trabalho colaborativo entre dois artistas em formato de residência onde são exploradas linguagens escultóricas e de performance audiovisual. Maria Ribeiro e Francisco Trêpa exploram juntos a dimensão material do reflexo e abordam uma esfera de processos que refletem sobre o conceito de armadilha através de métodos que capturam imagens.


excerto de texto de Carolina Pelletier Fontes







a leveza não se traduz nem explica , não se ilustra nem comenta — como não se  deseja nem se procura sem antes saber que há ., a riqueza que a suporta raramente  é percebida .. surgem ambas sempre em estado simples ainda se o processo para a  atingir esteja longe de o ser . 

divagam imagens surtidas por entre imaginários : vagueiam como registos  fósseis ., ou evocando linhas galácticas ., ou redes neurais ., filamentos de partículas sub-atómicas ... , ou como meras folhas raízes poeiras e areias , mais acessíveis  e ordinárias  

contudo , aqui , os gestos para obter novas impressões , não são dirigidos a seres  iluminados ( que revelarão o seu instante e presença pela luz ) , mas a sombras por  fixar ( que se irão revelar , à luz , pelo tempo , variável )  


excerto de texto de Manuel Rodrigues




quinta-feira, 13 de maio de 2021

ABERTURA DE EXPOSIÇÕES | 22 de Maio, Sábado, 16h00 | "Who Am I? Who Are You?" de Cristina Ataíde | "Arquivo Botânico" de Bruno Côrte

 



Cristina Ataíde 

www.cristinataide.com



Nasceu em Viseu. Vive e trabalha em Lisboa. Licenciada em Escultura pela ESBAL, Lisboa. 

Foi diretora de produção de Escultura e Design da Madein, Alenquer de 1987 a 1996 que fundou juntamente com José Pedro Croft, António Campos Rosado e João Taborda e onde trabalhou com Anish Kapoor, Michelangelo Pistolleto, Matt Mullican, Miguel Branco, Jorge Martins, entre muitos outros artistas.

A sua obra é feita muitas vezes em viagem e as preocupações com natureza e sua preservação é uma das constantes do seu trabalho e pesquisa. A estética relacional está cada vez mais presente nas suas intervenções publicas.

Faz regularmente residências artísticas, pois é uma forma de conhecer, relacionar-se e interagir com os lugares e as comunidades onde se realizam. Em 2019 participou na Residência LabVerde, na floresta Amazónica e no Projeto RIZOMA na Andrea Rehder Arte Contemporânea em São Paulo; em 2017 Ethiopia Walkscapes, Hangar Residency na Ethiopia e em 2014 na Winter Workspace Program, Glyndor Gallery, Wave Hill / Bronx, New York, USA.

Atualmente, tem a exposição individual, Dar corpo ao vazio/Emboding the void com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues no Museu Coleção Berardo, CCB, Lisboa e no Museu de História Natural e Ciência de Lisboa, participa na exposição Sexualidade.

Este ano também expôs, Cartografias Afetivas com curadoria de Cassiana Der Haroutiounian na Andrea Rehder- Arte Contemporânea em São Paulo e Todo y Sólo Luz/ All and only Light com a comissária Mª Antónia de Castro no Centro de Arte Faro de Cabo Mayor, Santander.










Bruno Côrte

www.brunocorte.pt



Na exposição Arquivo botânico, o artista Bruno Côrte convida a um passeio na memória da natureza. A natureza é o mundo dele. Sempre o foi, desde a sua infância na Ilha da Madeira. 

O artista observa as plantas. Regista-as em monotipias, leves e amplas como paisagens. 

Da imensidão da vegetação recolhe fragmentos vivos. Constrói um arquivo onde guarda a memória das plantas e das flores. Depois de se apoderar dos elementos naturais, abre a mão. Deixa a vida seguir o seu curso natural. No diálogo entre os vários tipos de registo expande-se a memória.


Lut Caenen

Excerto do texto do catálogo





Com formação em pintura e ilustração na Universidade da Madeira e na AR.CO, respectivamente, começou a expor em 1998. Em 2001 vence o primeiro prémio do II Concurso Regional de artes Plásticas, na Casa das Mudas, Ilha da Madeira com Landscape Study e em 2003 vence o segundo prémio no mesmo concurso com duas fotografias de grande formato. Foi seleccionado em 2003 para o III Prémio de Escultura City Desk, no Centro Cultural de Cascais, onde apresentou a peça Guarda-Folhas. Em 2008 vence uma bolsa de viagem ao Japão atribuída pela Bienal de Cerveira de modo a prosseguir com um projecto de pesquisa em torno da paisagem, um tema que tem vindo a ser pesquisado e explorado de diversas formas, quer na pintura, instalação e mais recentemente com a fotografia. A utilização de espaços fechados para a realização de plantações e uma evidente reinterpretação da natureza têm sido aspectos relevantes no seu trabalho, onde se destaca Landscape Room, no Teatro Municipal, Funchal,  2002 e Private Underground, no Museu de Arte Contemporânea, Funchal, 2003. A apropriação e posterior utilização e acumulação de diversos elementos da natureza, tais como folhas, flores, ramos de árvores e plantas tem sido outra predominância, por vezes associados a objectos de jardinagem, Me and my nature, na Casa da Cultura de Santa Cruz, 2002; Sementes e outras naturezas, na Galeria Serpente, Porto, 2004; Chlorophyll Room, no Museu de Arte Contemporânea, Funchal, 2007; Paisagem, Galeria Trema, Lisboa, 2011, onde cobriu três paredes da galeria com flores ou Estudos para paisagem na Galeria dos Prazeres em 2013 são exemplos. Neste momento a sua pesquisa artística incide principalmente na gravura e fotografia. Uma nova abordagem da paisagem tem marcado o seu trabalho. A analogia entre o homem, a natureza e o próprio artista, assim como uma nova interpretação e disposição do tempo natural das estações do ano, das intempéries e do crescimento das plantas são alguns critérios a destacar nesta observação, in loco ou à distância, metódica e quase minimalista. Expõe regularmente na Galeria Serpente, no Porto.










quarta-feira, 24 de março de 2021

REABERTURA COM EDUARDO PETERSEN E MARTA CALDAS | 10 DE ABRIL 2021 | GALERIA DIFERENÇA







ABERTURA
10. 04. 21 
10H - 13H 



“Os atributos do guerreiro", de Eduardo Petersen, na Galeria Diferença, em Lisboa.

"Os atributos do guerreiro”é uma exposição formada por pintura e escultura de Eduardo Petersen (Lisboa, 1961), com curadoria de Óscar Faria. As obras agora apresentadas surgem na sequência directa da última mostra individual do artista, “A caminho de Marte" (Sismógrafo, Porto, 2019), podendo mesmo considerar-se a individual na Diferença, a inaugurar no próximo dia 10 de Abril, como a segunda parte de um projecto centrado nessa figura singular, o guerreiro, que é simultaneamente o artista e alguém que procura lidar com a morte, tentando, através de meios visuais, comunicar esse desconforto proveniente não só de memórias, mas também de uma incapacidade de arranjar uma solução para o futuro. O personagem falha, o homem, exposto na sua fragilidade, também.


Excerto de texto
Óscar Faria 
Janeiro 2021





BIO

Eduardo Petersen (Lisboa, 1961), vive e trabalha como juiz. A sua formação académica passou pela Cooperativa Árvore, com um curso de Desenho (Porto, 1997-1999) e pela School of Visual Arts, através da International Summer Residency (Nova Iorque, 1999). Fez o Curso Básico de Desenho e Escultura e o Curso Avançado de Artes Plásticas da Ar.co (Lisboa, 2001-2004) e o Independent Studies Program, na Maumaus, (Lisboa, 2008/2009).
Expõe individualmente desde 1993, das quais se destacam: “E agora Sr.Dr.?”, Galeria Lóios (Porto, 1998) “Do you love me?”, no Hotel Forte de São João Baptista (Vila do Conde, 2000) e “A Caminho de Marte”, Sismógrafo, Porto, 2019, esta com curadoria de Óscar Faria.
Eduardo Petersen participou no “Prémio EDP Jovens Artistas”, 5ª edição (Coimbra, 2005), e nas exposições colectivas “Espaço Interpress” (com António Bolota e Teresa Henriques), (Lisboa, 2006), “Straight ahead and then turn”, “Espaço Avenida”, Lisboa, 2008.
Conta também com diversas colaborações, nomeadamente com André Catalão, Agostinho Gonçalves e Paulo Lisboa nos seguintes projetos: “Vltra Trajectvm”, Expodium (Performance, Utrecht, Holanda, 2011), “Hotchpotch”, Lx Factory (Colectiva, Lisboa, 2010) e “Otia Tvta”, Palácio Quintela (Performance, Lisboa, 2009). Colaborou com António Leal, Cristina d’Eça Leal, Ana Pissara e Diana Simões na vídeo instalação “No tempo da melancia”, “Espaço Avenida” (Lisboa, 2010). Participou também em dois projetos com Marta Caldas, Armanda Duarte, Mariana Ramos, Maria Teresa Silva e Thierry Simões: “Elevação, Suspensão, Afinação”, Parkour (Lisboa, 2014) e “Caixa de Contar”, uma peça especialmente concebida e produzida para a biblioteca do Morro do Céu, MAC, Niterói, Rio de Janeiro (Lisboa, 2010).














BIO

Marta Caldas (Lisboa, 1982), expõe regularmente as suas obras desde 2006. Para além de exposições e projectos individuais, tem participado em exposições colectivas e colabora com frequência em projectos e «peças –exercícios» com outros artistas, nomeadamente com Armanda Duarte, Eduardo Petersen, Maria Teresa Silva, Mariana Ramos e Thierry Simões.

Em 2012, integra o Viewing Program do Drawing Center, Nova Iorque.

Publica em 2014 e 2018, pela Editora Hélastre, os livros Abecedário abetardário Fotografismos e instantâneos, com Regina Guimarães.


Em 2019 e 2020, publica pela Editora Douda Correria os livros Assembleia e aquáticos.








 


segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Exposição Coletiva | #SALVARDIFERENÇA


 



EXPOSIÇÃO COLETIVA 
#salvardiferença

10/12/20 - 09/01/21

3a - 6a das 14h às 19h 







Com o objetivo de ajudar a Diferença a resistir, sócios e amigos reúnem-se nesta exposição com as suas doações.
As receitas revertem para a continuação desta cooperativa de artistas fundada em 1979.

Visite e apoie a Diferença!