quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

INAUGURA DIA 8 DE FEVEREIRO || Life || de Graça Pereira Coutinho


 

INAUGURA DIA 8 DE FEVEREIRO || LUX || de Susana Piteira

 



Lux 


Lux, é uma exposição em regime de instalação que se desenvolve a partir de uma

matéria, o mármore, do seu local de extracção, o Anticlinal de Estremoz e de uma

praxis artística, a da escultura e da sua história.

A escultura, que se pode, desde meados do século passado, concretizar em

inúmeras matérias e em infinitas formas, do objecto autónomo moderno até à

instalação ou mesmo à performance, será hoje, contudo, uma das vias artísticas

mais eficazes na importância da materialidade. Centrada na criação como

aspecto essencial do objecto artístico, numa via de uma poética, esta abordagem

escultórica apela ao retorno aos sentidos directamente através da obra e não

pela sugestão da imagem. Obriga a parar para permitir a distância contemplativa,

num silêncio que torna a apreensão da obra diferida do seu primeiro contacto,

contrariando assim o actual regime estético que produz inúmeros e simultâneos

estímulos e excitações.

Lux foi a qualidade atribuída ao melhor mármore de Paros, utilizado para emitir

a luminosidade do Imperador Augusto, na estátua que o divinizava, qualidade

que simbolicamente o colocava no firmamento. Portanto, acima das coisas

terrenas, acima dos seres de carne e osso.

Importa, então, pensar a dimensão simbólica e a sua pertinência na

contemporaneidade. A exposição pretende fazer essa reflexão.


Susana Piteira

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

ABERTURA DE NOVAS EXPOSIÇÕES NA GALERIA DIFERENÇA || NOV & DEZ

 




ESTE QUE VÊS É O MEU RETRATO
Os Anos Setenta na Coleção da Galeria


Patente de 25 de Novembro a 23 de Dezembro de 2022

Curador 
Victor dos Reis 
Inauguração  
24.11. 22  das 18.00 - 21.00



A exposição Este que Vês é o meu Retrato (verso de um poema de Ana Hatherly) tem curadoria de Victor dos Reis e é constituída por obras sobre papel (em diferentes técnicas de gravura) pertencentes ao acervo da Galeria Diferença e produzidas nas suas oficinas. Com o subtítulo Os Anos Setenta na Coleção da Galeria, a exposição reúne obras realizadas na década de setenta do seculo XX por alguns dos artistas que em 1979 fundaram a galeria, e por outros que aí iniciaram ou deram passos significativos nas suas carreiras.

Criada quatro anos depois da Revolução, a Diferença, foi o primeiro espaço
artístico gerido diretamente por artistas (sob a forma cooperativa) que combinava no mesmo espaço áreas de galeria com as destinadas a oficinas e cursos de criação artística – especialmente de gravura, serigrafia, litografia e fotografia, tecnologias que permitiam a produção em série e, consequentemente, a rápida e barata disseminação das imagens artísticas na nova e democrática cultura visual.

À sua maneira, Este que Vês é o meu Retrato: Os Anos Setenta na Coleção da
Galeria, é um retrato do encontro neste espaço e por vontade própria, de artistas de duas gerações consecutivas, num momento particular do tempo das suas vidas e da cultura do seu País. Artistas que se revelariam fundamentais na arte contemporânea portuguesa e cuja criação no domínio da gravura é ainda pouco conhecida ou considerada periférica na sua obra.




Artistas

Ana Hatherly (1929-2015)
Ana Vieira (1940-2016)
Ângelo de Sousa (1938-2011)
António Cerveira Pinto (1952-)
Artur Rosa (1926-2020)
Eduardo Nery (1938-2013)
Ernesto de Sousa (1921-1988)
Helena Almeida (1934-2018)
Jorge Pinheiro (1931)
José Caldas (1945)
José Conduto (1951-1980)
Julião Sarmento (1948-2021)
Leonel Moura (1948)
MAN (1941)
Manolo Calvo (1934-2018)
Monteiro Gil (1943)
Salette Tavares (1922-1994)




 




Gravura, onde me levas ? 

Patente de 23 de Novembro a 21 de Dezembro de 2022

Artista
Pissarro 

Inauguração  
23.11. 22  das 18.00 - 21.00


A gravura e os seus numerosos e variados processos técnicos conduzem-nos amiúde por caminhos inesperados.
Cortes e recortes, colagens, manchas, monotipias, grafites... desenvolvem-se em surpreendentes composições/desenhos onde se misturam o real e o onírico. 
A matéria é limitação e desafio.