quarta-feira, 1 de julho de 2020

JULHO NA DIFERENÇA

                               *fotografia de Mário Rainha Campos


O Dois
Marta Wengorovius 
4 a 30 Julho 2020
 

Desenho, desenhas. O Dois está em tudo e é para todos: primeiro reparei no par amoroso - o casal, depois percebi que esse “ namoro” estava presente no desenho de todas as coisas vivas: nas cores complementares, no inspirar e expirar, no fio de prumo entre o centro da terra e o sol, no simples facto de estarmos de pé, no abrir e fechar de qualquer sistema...onde há noite há, amorosamente, dia. Um Eros expandido, em tudo. Nesta esta exposição, com um conjunto de Desenhos, Objectos e Exercícios, convido a estarmos atentos e participarmos neste grande desenho cúmplice que é o movimento do Dois.


Nota de visita 
Por vontade da artista a exposição será visitada a Dois como num diálogo. Estes encontros serão agendados com reserva durante o horário de funcionamento através do número 21 3832193. Caso não tenha par, faremos o possível para encontrar outro Um para que possam fazer a visita a Dois.



Marta Wengorovius (1963, Lisboa). Artista visual e autora da metodologia Um, dois e muitos.

Em Residência com a metodologia Um, Dois e Muitos no Jardim Botânico da Casa da Cerca e no Teatro do Bairro Alto durante o ano de 2020.
Expõe individualmente desde 1989. Das suas exposições e performances mais recentes destacam-se Preto Veludo, Cooperativa Árvore (2018) curadoria  Albuquerque Mendes; Um, dois e Muitos, Museu de História Natural, Lisboa (2018) curadoria  Paulo Pires do Vale; Escola Nómada – Appleton Square (2018); Extática Esfinge. Desenho e Animismo II, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, curadoria Nuno Faria (col.), 2017; Um, dois e muitos – Uma ilha em exposição, curadoria Sarina Basta, Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, São Miguel, Açores (2016) ; Transmission, Recréation et Repétition, Palais des Beaux-arts, Paris, curadoria Sarina Basta (col.) (2015);Focus – drawings for use, Festival of Ephemeral Art, Sokolovsko, Polónia (2013); Cabana de Leitura, Biblioteca do Um, dois e muitos,Trienal de Arquitectura, Lisboa; A Grande Saúde Fundação EDP, curadoria João Pinharanda, Lisboa (2012), Objectos de Errância, Museu do Chiado (2011); Mise à nu par l´action, Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris (2009). Serra da Arrábida, (2012); Objectos de Errância, Museu do Chiado, 2011; Mise à nu par l´action, Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris (2009).




   *imagem de João Cochofel 


Coletiva Oficina de Gravura
Cooperativa Diferença 
4 a 30 Julho 2020


A Oficina de Gravura da Cooperativa Diferença, espaço onde artistas e alunos desenvolvem os seus projetos, realiza a sua exposição anual cobrindo a variedade de práticas e articulações em torno da gravura. Estarão representados nesta coletiva: Ana Sacadura, Bruno Côrte, Carla Guerreiro, Claudina Coelho, Conceição Freitas, Conceição Rosa, Inês Soares, José Sollari, Lut Caenen




terça-feira, 12 de maio de 2020

REABERTURA DA GALERIA DIFERENÇA | GALERIA DIFERENÇA | 19 DE MAIO 2020




Segundo o seu próprio tempo
Carla Rebelo
Galeria Diferença
19.05.20 – 27.06.20

"Não há como fixar o tempo. No entanto podemos pensar o tempo, visualizando-o em algumas situações poéticas, como numa visita a um gabinete de gestos mínimos. Um gabinete que apresenta uma noção de tempo sobre uma perspetiva subjetiva, provocando emoções e estados de espírito em vez de referenciar realidades visíveis. Uma exposição é um dispositivo social e simbólico que define, organiza e comunica ideias. É uma etapa dinâmica e flutuante, que gera valores e significados que variam consoante o seu contexto. Esta exposição individual é um projeto de Carla Rebelo que prolonga algumas das reflexões desenvolvidas na sua última exposição “Um Momento que se Repete Continuamente” (2018). Também aqui a exposição propõe um percurso por trabalhos com uma escala manobrável onde o legado do têxtil, do minimalismo impuro e do apropriacionismo se conjugam de diversas formas, e onde se confirmam, a meu ver, princípios que representam momentos de grande inventividade e reflexão."
Excerto de Texto de Sofia Ponte
Um Gabinete de Gestos Mínimos
a propósito da exposição Segundo o seu próprio tempo de Carla Rebelo
na Galeria Diferença, em Lisboa 









sexta-feira, 3 de abril de 2020

ENCERRAMENTO TEMPORÁRIO



A Galeria Diferença vem por este meio comunicar que se encontra temporariamente encerrada face ao cumprimento das medidas de prevenção de disseminação do vírus Covid -19 devido ao estado de emergência em Portugal, decretado pelo Presidente da República com o Nº 14-A/2020, de 18 de Março. 

Até Breve <3




sábado, 15 de fevereiro de 2020

5 ELEVADO a 3 | NIM CASTANHEIRA






NIM CASTANHEIRA
5 elevado a 3
15 / 02/ 2020 - 07/ 03/ 2020

monotipias e gravuras || trabalhos em têxtil e papel 
O trabalho numa prensa de gravura pode ser aditivo. Infinitamente viciante! São tantas as possibilidades que se nos deparam em termos de técnicas que a experimentação e o gozo na constante elaboração podem comandar o acto de criação do artista. 
5 elevado a 3 agrupa um conjunto de trabalhos que se foram desmultiplicando em torno deste “monstro” monolítico que gira ao nosso comando existente na oficina do 1º andar da Cooperativa Diferença. E aqui, na cave, no Espaço Quadrado, reúnem-se impressões elaboradas com base na usual técnica da zincogravura juntamente com trabalhos resultantes das mais diversas técnicas mistas, em tecido de algodão e em papel gampi oriundo do Japão. Torno a repetir, este processo quase inesgotável de uma procura plástica constante é testemunho do quão viciante pode ser o acto criativo, quer pelo prazer na experimentação, quer pela própria necessidade vital de elaboração mental (e física) de qualquer artista.
5 são as propostas nos mais variados suportes: a primeira, a mais tradicional e a única aqui passível de ser reproduzida em múltiplos, são as gravuras com uma matriz em zinco, e a utilização de águas fortes e águas tintas; depois, as monotipias, em trabalhos irrepetíveis como a gravura em oco com um apontamento de “linha costurada”, as técnicas mistas sobre papel gampi, as faixas ao alto em jeito nipónico de pano cru e as pequenas telas com simples anotações de costura. 
3 porque é uma ancestral “trilogia” e é a minha escolha para as paredes deste Espaço Quadrado numa combinação que me parece equilibrada do ponto de vista expositivo. Além disso, o work in progress em torno de desdobradas provas plásticas, conduz a uma construção de inúmeros exemplares, que, à parte estes três, ficaram na gaveta. Contudo, como em muitos princípios normativos, a excepção confirma a regra, na elaboração mental (e prática) tanto surgiram trípticos como dípticos que se encontram no centro desta sala.
www.nimcastanheira.com

UMA LUFADA DE FUMO NA CARA




15/02/2020 – 07/03/2020
        
         Uma lufada                          
         de fumo 
         na cara 


Nicky Coutts, Theodore Ereira-Guyer, Mariana Gomes, 
Jorge Santos, Pedro Valdez-Cardoso, Carmela Garcia 


A exposição Uma lufada de fumo na cara é sobre o ato de camuflar. Não há um ponto final ou um esconderijo perfeito. Uma lufada de fumo na cara dá início a um diálogo, começando por perguntar como nos misturamos com o entorno e em que medida o fazemos.


Esta exposição junta cinco artistas: Nicky Coutts, Theodore Ereira-Guyer, Mariana Gomes, Jorge Santos, Pedro Valdez-Cardoso e Carmela Garcia.

Estes artistas apresentam trabalhos de desenho, gravura, xilogravura, fotografia e colagem. Através destes medias pretende-se pensar conceitos de mimetismo ou de como a imitação estabelece ligações entre natureza e cultura. Pretende-se a criação de diálogos, explorando a ideia de camuflagem através de conceitos como o disfarce, sistemas de defesa, do ocultar e o revelar assim como da sua relação com o entorno.

A palavra ‘camouflage’ surgiu durante o século vinte moderno, no âmbito das problemáticas e preocupações inerentes a esta mesma época. Tendo origem na linguagem do quotidiano e da rua, da linguagem popular.


Em camouflage o natural e o artificial misturam-se, criando o que poderemos pensar do outro, tornando-se numa linguagem e num sistema de signos que quando apreendidos revelam o que se encontra por revelar.
Em que momento é que algo começa a desaparecer?



Nesta exposição irá ser apresentada uma caixa de 12 gravuras, para a qual cada artista realizou duas obras.
Este objeto apresenta a edição de xilogravuras, gravuras, fotogravuras e linóleos.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

TOPOGRAFIAS RURAIS | ALBERTO CARNEIRO









TOPOGRAFIAS RURAIS

Alberto Carneiro

Curadoria: Tobi Maier

07/12/2019 – 08/02 /2020


A Cooperativa Diferença apresenta, em conjunto com a Galeria Quadrum / Galerias Municipais, um núcleo da exposição “Topografias Rurais / Rural Topographies”, com curadoria de Tobi Maier, a partir de analogias entre a obra de Alberto Carneiro e a de três artistas de gerações e contextos geográficos diferentes: Ana Lupas, Lala Meredith-Vula e Claire de Santa Coloma.

As notas de Alberto Carneiro para um manifesto da arte ecológica foram originalmente redigidas como entradas do seu diário, entre dezembro de 1968 e fevereiro de 1972. Um período temporal num passado distante, pré-Chernobil e muito antes de o termo «permacultura» ter sido cunhado ou de os efeitos das aceleradas alterações climáticas começarem a sentir-se. Numa altura em que testemunhamos uma crescente urbanização, os artistas procuram no meio rural uma fonte de inspiração.

A exposição encontra-se dividida em duas secções, cobrindo uma variedade de suportes utilizados por Alberto Carneiro. No ano em que celebra o seu quadragésimo aniversário, a Cooperativa Diferença (de que Alberto Carneiro foi sócio e membro do núcleo fundador e onde realizou exposições individuais em 1979 e 1981) apresenta uma série de desenhos a grafite produzidos no final da carreira do artista e que nunca antes foram expostos. Estes trabalhos aludem às imediações do seu atelier, em São Mamede do Coronado, perto do Porto, bem como às paisagens montanhosas do Norte de Portugal. São também apresentados três trípticos elaborados a partir do esmagamento, sobre papel, de pétalas de flores colhidas pelo artista no seu jardim particular. Duas esculturas em madeira de buxo e um dos pequenos objectos lúdicos realizados nos últimos anos de vida completam a exposição na Cooperativa Diferença.

A segunda secção da exposição, instalada na Galeria Quadrum (onde o artista realizou cinco exposições individuais entre 1975 e 1983), evoca os gestos performativos do artista. Como a balsa da medusa, o centro do espaço da galeria é ocupado por “Metáforas da água ou as naus a haver por mares nunca de antes navegados” (1993-1994), juntamente com trabalhos e documentação derivados da sua “Operação estética em Vilar do Paraíso”, realizada em março de 1973 numa localidade nas imediações de Vila Nova de Gaia.

Os trabalhos de Claire de Santa Coloma fazem referência à obra de Alberto Carneiro e à do escultor franco-romeno Constantin Brâncuși. Para Santa Coloma, o processo da escultura é um ato de resistência. Situadas no espaço urbano, as suas rotinas diárias fazem alusão às de um agricultor ou de um artesão. A prática da cinzelagem manifesta-se como quase terapêutica e decididamente espiritual.



Ana Lupas criou as suas esculturas de forragens, sobretudo em formas circulares, em colaboração com comunidades de aldeias da Transilvânia. Concebida a partir de 1964 para um ambiente exclusivamente rural, a obra “The Solemn Process” consiste numa série de estruturas corpóreas prototípicas de várias dimensões, feitas a partir de materiais perecíveis, como palha de trigo, cânhamo, algodão, madeira e metal.

Por fim, as fotografias de Lala Meredith-Vula pertencentes à série “Haystacks” (iniciada em 1989 e ainda em curso)  também emergem no leste europeu, um contexto que está longe de ser homogéneo e que ainda hoje se debate com a desordem resultante da dissolução dos regimes autoritários após a queda da Cortina de Ferro, há trinta anos atrás, no ano de 1989.

Lupas, que foi alvo de repressão por parte do regime comunista, durante o seu processo de criação a partir de meados da década de 1970, executou as suas esculturas em colaboração com diversos habitantes locais, enquanto a investigação e representação de palheiros empreendida por Meredith-Vula ao longo de uma década também lhe permitiu aproximar-se do povo da Albânia, terra nativa do seu pai.

Os visitantes poderão considerar estas posições artísticas semelhantes na forma, mas, todavia, diferentes quanto à sua conceção histórica. Em conjunto, criam uma rede de diferentes abordagens ao rural, ao mesmo tempo que chamam a atenção para preocupações ecológicas. Estas obras constituem poderosos significantes num discurso global sobre o regionalismo, constituindo, igualmente, um apelo (poético) à ação no âmbito do nosso ambiente natural.

Alberto Carneiro (São Mamede de Coronado, 1937 – Porto, 2017) foi um artista português.
Ana Lupas nasceu em Cluj, em 1940, onde vive e trabalha.
Lala Meredith-Vula nasceu em Sarajevo, em 1966. Vive e trabalha em Leicester.
Claire de Santa Coloma nasceu em Buenos Aires, em 1983. Vive e trabalha em Lisboa.

A exposição pode ser vista na Galeria Diferença, de terça a sexta, das 14h00 às 19h00 e aos sábados entre as 15h00 e as 20h00, até 8 de fevereiro 2020.
A exposição pode ser vista na Galeria Quadrum, Rua Alberto Oliveira, Complexo dos Coruchéus, Lisboa, de terça a sexta-feira, das 14h30 às 19h e ao sábado e domingo das 10h às 13h e das 14h às 18h, até 23 de fevereiro 2020.

A Galeria Diferença e as Galerias Municipais agradecem o apoio da Fundação Carmona e Costa na edição do catálogo.









sábado, 23 de novembro de 2019